Tento te procurar no vento quente, no mormaço da tarde, no calor agreste das vontades, na secura das ânsias, nos beijos áridos de amor e de partida. Te procuro na umidade dos açudes, na rigidez das pedras, na poeira da estrada, pele recoberta de pó e olhos molhados de alegria. Sua presença encrustada na minha alma como lajedo em chão batido, toca, caverna, tejo procurando loca, cascavel e lagarto, onde exploro teus segredos e ilumino teus esconderijos, onde me descanso em tuas escuridões, onde rolo pelos pedregulhos, rochas, durezas, onde me encontro em suas penugens, na relva mansa por baixo e por fora de seus espinhos – me confundo e me aquieto. Amor de sertão.
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