Soneto XVIINo te amo como si fueras rosa de sal, topacioo flecha de claveles que propagan el fuego:te amo como se aman ciertas cosas oscuras,secretamente, entre la sombra y el alma.Te amo como la planta que no florece y llevadentro de sí, escondida, la luz de aquellas flores,y gracias a tu amor vive oscuro en mi cuerpoel apretado aroma que ascendió de la tierra.Te amo sin saber cómo, ni cuándo, ni de dónde,te amo directamente sin problemas ni orgullo:así te amo porque no sé amar de otra manera,sino así de este modo en que no soy ni eres,tan cerca que tu mano sobre mi pecho es mía,tan cerca que se cierran tus ojos con mi sueño.Pablo Neruda
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23 julho 2009
Pra que servem as palavras?
Tenho medo, às vezes, das palavras que me são proferidas. Antes mesmo de serem ditas, ou digitadas, algumas já me causam receio pela simples consciência de que elas serão deflagradas. Talvez porque nunca quis ter palavras como grilhões, amarras, pesos, jaulas, cadeados, cofres, cleas para encarcerar o mundo. Elas não são de borracha, nem alvejante que desbotam os sentidos, empobrecem as emoções. Tampouco não são razões matemáticas, reduzindo tudo ao comum de vários números, tábula rasa, conceito padrão, sentimento produzido em série e catalogado em prateleira de dicionário. Não pense que resumir-se-se em palavras te faz pequeno e simples, te traz ao nível do chão, te escraviza ao tempo. Não é pra isso que a palavra existe. Palavra serve para que tua mão sobre meu peito seja minha, para que teus olhos se fechem com meu sonho, para que a ponte que inventaste me atravesse, para que a torre que escalaste me alcance, para que as tuas asas me levem mais alto.
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