Eu sei. Eu sempre sei.
Às vezes eu não quero saber e me engano que não sei, mas sei.
Eu sempre sei. Lá no fundo, no fundinho, eu sei.
Se parar pra pensar e escutar, eu sei.
Dá medo, claro. E dói.
E tento pensar se há um jeito de eu estar enganado,
totalmente enganado e na verdade não saber.
Mas não tem. Nunca teve. Eu sei.
E o mais interessante é que tudo que eu sempre quis foi saber
e agora quando eu sei, às vezes seria melhor não.
Isso de saber sempre, cansa.
E não tem graça nenhuma.
Antecipa o que vai ser e faz ser já, e eu vivo tudo antes.
Tudo em trailer. Em cenas dos próximos capítulos.
Antes, antes de.
Porque eu sei.
Só não sei se é assim porque eu sei mesmo
ou porque, achando que sei, faço ser.
Sei lá.
E Sei Lá era o nome de um cachorro que eu sempre quis ter.
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